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Quem dorme mal vive menos e pior

O sono tem sido resgatado como algo essencial à boa qualidade de vida, especialmente nas últimas duas décadas. Quem dorme mal vive menos e pior. A atuação multidisciplinar das doenças do sono faz com que especialistas em sono, pneumologistas, neurologistas, otorrinolaringologistas, cardiologistas... enfim, profissionais de diversas áreas da medicina se interessem especificamente por esta área da medicina. 60% da população, em alguma fase da vida apresentará algum distúrbio de sono.

A Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS), é um problema significativo de saúde pública. É associada a hipersonolência diurna, hipertensão arterial, acidentes cerebrovasculares, alterações cognitivas, ansiedade, depressão e disfunções metabólicas. Conforme estudo Epidemiológico realizado em São Paulo pela Unifesp e publicado na revista Sleep em 2010, a Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) atinge cerca de 33% da população adulta, podendo chegar até a 64% em obesos mórbidos.

A Sonolência Diurna Excessiva (SDE) compromete a vida, sobretudo a relação das pessoas. Determinando problemas graves como acidentes de trânsito e acidentes de trabalho. Em torno de 1.260.000 pessoas morrem por ano envolvendo-se em acidentes de trânsito em decorrência de Sonolência Diurna Excessiva (SDE). A insônia acomete 40% da população feminina. A síndrome das pernas inquietas, a narcolepsia e muitas outras têm hoje possibilidades diagnósticas e terapêuticas seja com tratamento comportamental, cirúrgico, com utilização de aparelhos intra-orais (Dental Sleep) ou com o tratamento padrão ouro, que é o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure). A pressão Positiva nas vias aéreas (tratamento com aparelho CPAP), tem mudado a vida das pessoas, permitindo um melhor convívio em casa e no trabalho, portanto, fazendo-as mais felizes.



Dr.Jaime Matos Ferreira

Pneumologista
Especialista em Medicina do Sono
CRM 1326

 

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Apnéia do Sono

O que é Apnéia do Sono

A Síndrome da Apnéia-Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS)  é uma desordem caracterizada pela parada respiratória durante o sono. Estes episódios de apnéia podem durar alguns segundos e ocorrem repetidamente durante a noite. A definição padrão de qualquer evento de apnéia inclui um intervalo de tempo entre as respirações, o despertar transitório e a queda de oxigênio no organismo.

Na maior parte das vezes, as apnéias não são suficientes para despertar a pessoa, mas há uma alteração no padrão de sono, passando do sono profundo para um sono mais superficial. Como este sono não é reparador, as manifestações típicas surgem como uma sensação de "noite mal dormida" ao despertar, assim como, fadiga e sonolência diurna.

Existem três formas distintas de apnéia do sono: Central – ocorre como resultado de uma disfunção do sistema nervoso central em gerar os estímulos para os músculos da caixa torácica; Obstrutiva - relacionada a interrupção ou bloqueio físico do fluxo aéreo;  e Mista  - uma combinação da central e obstrutiva.

A apnéia do sono é reconhecida como um problema por outras pessoas que, testemunham o indivíduo durante os episódios ou é suspeitada devido a seus efeitos no organismo, sendo que, os sintomas podem estar presentes por anos sem identificação.

 

A quem Procurar?

O Pneumologista; o  Otorrinolaringologista; o Neurologista; o Cardiologista; o Psiquiatra. Esses profissionais estão aptos para orientar o paciente em seu tratamento a seguir, seja ele clínico e/ou cirúrgico. A apneia do sono é diagnosticada com um teste chamado polissonografia, ou "estudo do sono"


 

Dicas

Perder peso

Evitar álcool no mínimo quatro horas antes de dormir

Evitar medicamentos sedativos do tipo hipnóticos, anti-alérgicos, anti-histamínicos, preferencialmente antes de dormir

Evitar dormir de costas (barriga para cima)

Evitar refeições pesadas antes de dormir

Evitar bebidas cafeinadas no mínimo quatro horas antes de dormir (chá, café, chocolate) Evitar fumar no mínimo quatro horas antes de dormir

Evitar comer no meio da noite

Evitar privação de sono

Procurar manter um horário relativamente constante para dormir e acordar

Levantar a cabeceira da cama cerca de 15 a 20 centímetros

Controlar infecções, inflamações, principalmente das vias aéreas

Procurar seu médico otorrinolaringologista.

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Doenças Correlacionadas

Diabetes - 50% dos diabéticos têm apnéia do sono.

Obesidade - 77% dos obesos têm apnéia do sono.

Hipertensão - 35% dos hipertensos têm apnéia do sono.

Insuficiência cardíaca - 50% dos pacientes com insuficiência cardíaca têm apnéia do sono.

Infarto - 30% a 50% dos pacientes infartados têm apnéia do sono.

Fibrilação atrial - 50% dos pacientes com fibrilação atrial têm apnéia do sono.

AVC - 50% dos pacientes com AVC (Acidente Vascular Cerebral) têm apnéia do sono.

Saiba Mais:     
  

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